quarta-feira, 20 de maio de 2015

CRIME NUM QUARTO FECHADO

O norueguês Hans Olav Lahlum era, até ao momento de encontrar este livro à venda numa livraria, um ilustre desconhecido. E o que me chamou a atenção foi o pacotinho de chá que o acompanhava. Policial tipo Agatha Christie ou Rex Stout? É que é já a seguir...

De facto, a grande mestre dos enredos policiais chega a ser mencionada mais do que uma vez, bem como Sir Arthur Conan Doyle - isto de crimes em quartos fechados já foi chão que deu uvas, porque explicações já foram arranjadas várias. Certo é que o inspetor Kolbjorn Kristiansen depressa chega à conclusão que o criminoso só podia ter sido alguém que vivia no mesmo edifício. A novidade é que ele é ainda um novato bastante ambicioso e conta, para a resolução do crime, com uma ajuda preciosa: Patrícia Borchmann, uma jovem confinada a uma cadeira de rodas que é fã da literatura policial e possui um raciocínio lógico bem apurado. A parte chata da coisa é que o inspetor ao pé da rapariga parece um bocado "atado". Ela própria comenta com as suas empregadas que desconfia que ele não deve muito à inteligência...

A ação destas 356 páginas decorre em 1968, em Oslo, com uns flashbacks para a II Guerra Mundial. Sendo o autor também historiador, alerta para o facto que alguns personagens são verídicos e sobejamente conhecidos da história contemporânea, mas tal não acontece com nenhum dos personagens principais. 

Gostei, apesar de não ser particularmente inovador! (embora tenha as minhas dúvidas sobre como um detetive inspetor poderia confiar pormenores da investigação a uma pessoa que não pertencia às forças policiais norueguesas)

14 comentários:

  1. O remate do seu post talvez explique a razão de o inspector ser considerado pouco inteligente ( coisa rara em livros policiais, ao que creio, embora como sabe não seja especialista na matéria)
    Beijinhos e boa semana

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    1. Por ser raro é que mencionei, CARLOS! Mas sim, é capaz de ser por aí... :)

      Beijocas e boa semana!

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  2. Hans Olav Lahlum não é aqui um ilustre desconhecido, todavia, eu nunca li nada deste autor norueguês.

    Beijocas e boas leituras.

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    1. Bom, também não te levo grande avanço, EMATEJOCA! ;)

      Beijocas e boas leituras para ti também!

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  3. Nunca tinha ouvido falar neste escritor. : (

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    1. Pois, também deparei com ele à esquina... numa livraria, CATARINA! ;)

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  4. Um ilustre desconhecido para mim.
    Até hoje.
    Beijocas

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    1. Pelos vistos, só a Ematejoca conhecia... de nome, PEDRO! :)

      Beijocas

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  5. Um escritor que nunca ouvi falar.

    Beijinho Teté e um bom domingo.

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    1. Não foste só tu que nunca ouviste falar, FLOR DE JASMIM! ;)

      Beijocas

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  6. Anónimo5/24/2015

    A sinopse que fazes deste romance policial, fez-me lembrar aqueles episódios do Vitor Fernandes, sobre o crime da bailarina russa e a inaptidão do inspector para desvendar o mistério!
    Então o livro trazia como bónus um pacotinho de chá, Teté? Engraçado!!

    Dos policiais de Arthur Conan Doyle, gosto eu, mas este autor também não conhecia!

    Beijocas! Quem dera ter a tua disponibilidade e vontade de 'devorar' livros! Longe vai o tempo em que eu lia sofregamente, tudo o que me aparecesse pela frente!
    Os meu olhos também já não são o que eram!

    .Janita

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    1. É verdade, JANITA, é uma coleção designada "crime à hora do chá" e vinha com um pacotinho de chá. Imagino que os outros também tivessem o devido pacotinho acoplado, mas este é que me chamou a atenção... :)

      Em tendo vontade, disponibilidade arranja-se sempre, nem que sejam aqueles 5 minutos antes de adormecer... ;)

      Jinhos

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  7. Também desconhecia. Além disso, um post sobre leitura faz-me lembrar que ando a ler menos do que desejaria.

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    1. Às vezes é por fases, LUISA: numas lê-se mais, noutras menos... :)

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)