domingo, 25 de setembro de 2016

DREAMING...


BONS SONHOS E UM ÓTIMO DOMINGO PARA TODOS!

Imagem do facebook.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ADEUS, VERÃO!

Esta foi uma das últimas fotografias que tirei nas férias de verão, assim em jeito de despedida. Por acaso, lembrou-me um pequeno episódio da minha juventude, que se conta assim numa penada: fui a casa de uma amiga e, estávamos as duas em amena cavaqueira, quando a mãe a chamou para lhe ir fazer um recado; ela pediu-me para esperar e espetou-me com um livro de poesia nas mãos; à falta de melhor, fui folheando e lendo aqui e ali até que encontrei este poema:

"Nunca encontrei um pássaro morto na floresta

Em vão andei toda a manhã
a procurar entre as árvores
um cadáver pequenino
que desse o sangue às flores
e as asas às folhas secas...

Os pássaros quando morrem
caem no céu."

José Gomes Ferreira 
(1932)

Como então, ainda hoje afirmo que não aprecio poesia, mas desde esse dia sei que não é inteiramente verdade - há poemas, como este, que me cativam imediatamente pela sua simplicidade.

BEM-VINDO, OUTONO!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

PERGUNTEM A SARAH GROSS

Este livro foi(-nos) recomendado pelo Francisco Oliveira, aqui, e é o primeiro romance de João Pinto Coelho. Na capa afirmam que foi finalista do prémio Leya em 2014, mas não encontrei nenhum comprovativo disso na net - o que não interessa rigorosamente nada, uma vez que gostei mais deste do que de outros que até ganharam o dito prémio...

As 443 páginas são divididas em enredos paralelos, que decorrem em cidades e épocas diferentes: por um lado, o dia a dia num colégio de Connecticut, entre 1968 e 1969, onde Sarah é a directora que acabou de contratar, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, que esconde um passado infeliz; por outro, ficamos a conhecer a infância e juventude da mesma Sarah, que passou dos EUA para a Polónia, em cidades como Cracóvia e Oshpitzin, entre 1923 e 1943. Se vos disser que Oshpitzin viria a ser rebatizada pelos alemães como Auschwitz e que a família dela é judaica, já dá para perceber não é propriamente um romance onde a felicidade reina. Antes pelo contrário, os judeus ingenuamente nunca acreditaram que Hitler não aproveitasse pelo menos a sua força de trabalho, mas como todos sabemos o ódio falou mais alto e, depois, já era tarde para fugir.

Como já referi adorei o livro, li-o de fio a pavio com grande emoção e celeridade - é daqueles empolgantes que é difícil largar - mas um dos desfechos nas últimas 20 páginas pareceu-me roçar o absurdo (já que as histórias de vida envolvem várias  personagens e não apenas Sarah). Querem saber qual? Pois, leiam o livro, que mesmo assim vale muito a pena...

CITAÇÕES:
"Acho apenas que os países desta região procuram na História as razões para lutar, quando o passado é a melhor prova de que este não é o caminho. [...] Todos teríamos a ganhar se a Polónia parasse de se ver como uma flor virtuosa, ofendida pelas suas próprias pétalas. Primeiro, devemos aceitar que temos os nossos pecados para carregar e, depois, compreender que essas pétalas são povos e estados, também à procura da sua identidade, da sua soberania."

"[...] conquiste-os com um livro e lembrar-se-ão de si para o resto da vida."

"É curiosa a maneira como certas recordações nos prendem aos lugares onde vivemos, mesmo que estes não passem de um cenário tão neutro como papel de embrulho."

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

♥ U

As palavras leva-as o vento, bem como a maré certamente já se encarregou de apagar estas efemeramente gravadas na areia. O que não é verdadeiramente importante, porque o amor, a amizade, o companheirismo, a cumplicidade, o carinho, a ternura e os bons e maus momentos partilhados a dois durante estes 26 anos não são para ser badalados aos sete ventos, mas guardados no nosso coração.

Depois da grande festa das bodas de prata, em que reunimos todos os familiares e amigos mais próximos, este ano regressamos aos nossos jantares românticos a dois, onde normalmente escolhemos restaurantes e menús no último grito da moda. E não nos temos dado mal até à data, com experiências muito interessantes da gastronomia lisboeta - com uma raríssima exceção, mas dessa nem interessa falar, até duvido que o restaurante de umas antipáticas tias da Lapa ainda exista... 

Festejar é bom e nós gostamos. Esperamos que a música ambiente também seja a nosso gosto - como este "Bésame mucho", aqui na maviosa voz de Diana Krall:


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"TUDO TÃO IGUAL...

... e tudo tão diferente" é uma frase repetida inúmeras vezes num filme de um célebre realizador sueco. Alguém sabe de que filme se trata? Bom, mas lembrei-me de a referir a propósito da praia de Albufeira e do post  anterior  ilustrado com um postal antigo. Que alguns comentaram dizendo que não notavam grande diferença (excepto já não existirem barcos na praia dos pescadores e o casario da agora cidade), só a Catarina parece concordar comigo: há diferenças e não são poucas!

Não tendo a mesma perspectiva aérea, restou-me anotar as terrestres. O que está igualzinho, sem tirar nem pôr, é o exterior do Hotel Sol e Mar. E o peneco, se bem que a sua imponência que dava à praia aquele toque tão característico tenha empalidecido bastante, face ao elevador que agora transporta os veraneantes para a praia.

Por outro lado, é notório e visível que a extensão do areal aumentou substancialmente em largura, onde existiam toldos brancos junto às falésias já só existe areia,  estes foram substituídos por chapéus de sol de palhota e alguns de um tom azul bem no meio da praia, não sei se com direito às longas cadeiras brancas que se espalham (também) frente ao mar (ou se são pagas à parte). A qualidade da areia, descartada não sei de onde, é que está longe de ser a mesma de outrora. O bar existente no areal também levou sumiço. Em compensação, os bares à saída do túnel foram sobejamente melhorados - são assim a dar para o carote, mas também quando só se vai lá uma ou duas vezes por ano, a mossa não é assim tão grande no orçamento. E a vista compensa!

Ah, atualmente também existem estes divertimentos aquáticos, mas isso é extensível a várias praias do país e também creio que são temporários,  pelo que não considero essa uma verdadeira diferença.


TCHIM-TCHIM E BOA SEMANA PARA TODOS!
(as férias acabaram, este blogue tem estado um pouco ao abandono, mas conto visitar os vossos cantinhos dentro em breve...)

sábado, 3 de setembro de 2016

QUEM GUARDA, ACHA?!?

Não sei, só sei que este achei-o no "baú" da minha mãe, que faz coleção de postais quase há 8 décadas, como já foi explicado aqui. Esta paisagem é a da Albufeira, algures nos anos 70 ou 80 do século passado, que difere bastante da de hoje em dia.

Por via das dúvidas, vou novamente conferir as diferenças. Não acham boa ideia?

UM  EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!
(com ou sem férias...)

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ÚLTIMOS LIVROS LIDOS

Agosto foi um mês de muitas e variadas leituras.  As que constam na colagem acima, para ser mais exata. Sobre o livro de Kate Morton escreverei após a reunião do Clube de Leitura (em meados de Setembro), sobre a tetralogia de Elena Ferrante o mais brevemente possível (ainda tenho de ver como, sem revelar demasiado sobre os enredos e o desfecho). Em relação aos restantes, devo explicar o seguinte: embora sempre tenha referido livros, leituras, apresentações, feiras e afins,  este blogue nunca teve a pretensão de se dedicar exclusivamente à literatura. Portanto, quando leio mais, não dou vazão a opiniões literárias - e, diga-se em abono da verdade,  nem todos os livros o justificam.

Um que justificaria seria "Bifes mal passados", de João Magueijo, que não sendo de todo o meu género de leitura me fez rir até às lágrimas. Aliás, devo esclarecer que me foi sugerido num texto da Graça Sampaio e, como o tinha na estante, resolvi "espreitar". Acabei de ler as cerca de 180 páginas nessa madrugada... Já o policial de Mary Higgins Clark é de agradável leitura, mas semelhante a tantos outros, o de Jo Nesbo está longe de ser o melhor do autor (e isto de publicar os livros na ordem inversa da sua edição também prejudica um bocado o seu interesse, no meu entender), "Solar" de Ian McEwan é uma grandiosa seca. Mas lá está, não há espaço nem tempo para falar de todos, fica apenas esta opinião sucinta.

Em Julho, as leituras foram estas:
Por acaso referi aqui quase todos, o que não mencionei foi uma releitura, relacionada com um tema infelizmente ainda muito atual: o da violência doméstica. É neste livro que Clara Pinto Correia relata um antigo caso verídico, de um proeminente juiz que mata a mulher e o filho paraplégico (vítima de um acidente de mota), pois culpa a mulher do sucedido, uma vez que foi ela que ofereceu a motorizada ao rapaz no seu aniversário. Ou seja, aquela ideia que só campónios labregos fazem da vida das suas mulheres um inferno, moendo-as de pancada até à morte, é falsa, acontece em todas as classes sociais. Pior, é que se mesmo o tal hipotético labrego tem sempre algum vizinho que se mostra muito admirado pela desgraça e afirma que o homicida era um "santo homem", quando se trata de gente da "alta" os casos são abafados e muitas vezes nem chegam aos jornais. No caso do livro (como no real) parece que o próprio PGR se meteu ao barulho, tentando culpabilizar a mulher/vítima por não dar apoio suficiente ao marido homicida... (?!?)

Bom, entretanto já comecei a ler outro livro que entrará para o rol dos lidos em Setembro, e que por sinal também me foi recomendado aqui na blogosfera...

BOAS LEITURAS!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

PAVLOVAS

Foi no fim de junho que, no aniversário de uma amiga, comi uma pavlova de morangos feita por ela. Na verdade ela é uma cozinheira de mão cheia, não tenho a veleidade de querer equiparar-me, mas se me disse que era fácil é porque é. E vai daí que este verão tenha sido parcialmente passado em tentativas de fazer algo parecido e igualmente delicioso. Às vezes com a batota de comprar os suspiros já feitos - que também fica bom e dá muito menos trabalho - outras tentando fazer tudo by the book, ou seja, o suspiro por esta receita

De resto é só juntar uns 3 ou 4 iogurtes naturais (há quem prefira chantilly, mas pessoalmente considero o iogurte mais agradável e refrescante, tornando a sobremesa menos doce e calórica) e as frutas a gosto. Claro que os morangos e os frutos silvestres caem que nem ginjas neste topo, mas cerejas ou pêssegos em lata também. Tudo dependerá dos gostos de cada um e da estação do ano.

Fica a sugestão, para os mais gulosos e...

BOM APETITE!

§ - se alguém souber como evitar que o suspiro fique tão quebradiço, agradeço a informação. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LAGOA, COM TRILHO AO MEIO

Em abono da verdade, o trilho não corre no meio da lagoa dos Salgados, mas na sua berma, dividindo a paisagem entre canaviais e ervas rasteiras e secas. Do outro lado destas, erguem-se as dunas que se espraiam no extenso areal frente ao mar. Assemelha-se a uma divisão entre norte e sul, entre plantas verdes e vicejantes num ambiente fresco em clima ameno e aquelas que rastejam douradas nos desertos, sem nome ou categoria, servindo apenas de habitação a cobras, lagartos e outras bichezas afins.

É sem espanto, portanto, que a lagoa transborde de vida e passarada, enquanto na aridez desértica apenas se topem um ou dois pássaros a cruzarem os céus a grande velocidade. Andorinhas e pardais, essencialmente, que as gaivotas preferem a lagoa ou o mar, ali é que não param.

Observar os pássaros não é exatamente um hobby que tenha, o que não impede que quase todos os anos percorra este trilho, no intuito de tirar umas fotos. Mas tem sido quase sempre uma desilusão, este ano não foi exceção, suponho que o excesso de turistas e curiosos não seja muito vantajoso, quer para a simples observação, quer para conseguir captar boas imagens. As aves esvoaçam muito, que querem? Ficou decidido que lá voltarei em setembro, que talvez num ambiente mais calmo seja mais fácil "caçar" a passarada. 

No entanto, não deixa de ser frustrante ver lindas fotos de flamingos e garças captadas no local, enquanto da minha máquina só saíram patos, gaivotas e tartarugas. E não é que não goste dessa bicharada mais comum, como é evidente, mas conseguir flagrar uma ave dessas espécies mais raras é quase como ganhar um troféu. Há que insistir, portanto, em setembro lá voltarei!

E nessa altura publicarei todas as melhores imagens que conseguir fotografar, que é para não ficarem com a sensação que tenho a mania da patada... (que foi essencialmente o que consegui fotografar!)

Entretanto, fiquem com as tartarugas. Ou serão cágados?